Gostaria de saber quem começou com essa mania de fazer listas... Apegados que somos a simbolismos, não resistimos e incluímos nelas, neste momento, nossos balanços de final de ano. Ninguém este ano reiventou a codorna, suplantou Adrià ou nos levou de volta, irreversivelmente, aos velhos cozidos de nossas avós. Mas este foi um ano saboroso.
Não precisam concordar, mais vai aí a minha lista de quem fez a diferença na gastronomia em 2011.Mesmo quando, felizmente, nada fez de diferente. Obrigado a Dona Mira e a dona Maria José da Silva.Não mexeram em seus cardápios, não mexeram em clássicos e mantiveram seus respectivos Bar da Mira (Casa Amarela) e Bar do Cabo (Brasília Teimosa) como dois grandees abrigos da cozinha pernambucana. O primeiro, dedicado aos sabores terrosos do interior; o segundo, o mar. Saudades do arroz de polvo e daquela cabidela que fez Claude Troisgrois babar, literalmente, ao meu lado.
2011 merece um brinde a César Santos, firme no talento e atuação como grande embaixador de uma tradicional cozinha contemporânea pernambucana. 2011 via a consolidação de grande talentos. Parabéns a Joca Pontes, técnica precisa, grande sensibilidade para conjugar francofilia ao terroir local. Palmas para Biba Fernandes, dono de um humor só menor que seu apurado domínio dos pescados e na maneira pessoal como nos aproxima da cozinha peruana. A dedicação de Jeff Colas em buscar e manipular (bem) sempre ingredientes de grande qualidade (como seus insuperáveis mexilhões frescos das quintas-feiras) também nos faz logo entender porque o Maison do Bonfim é acolhedor como um dos grandes bistrôs franceses.
Não precisam concordar, mais vai aí a minha lista de quem fez a diferença na gastronomia em 2011.Mesmo quando, felizmente, nada fez de diferente. Obrigado a Dona Mira e a dona Maria José da Silva.Não mexeram em seus cardápios, não mexeram em clássicos e mantiveram seus respectivos Bar da Mira (Casa Amarela) e Bar do Cabo (Brasília Teimosa) como dois grandees abrigos da cozinha pernambucana. O primeiro, dedicado aos sabores terrosos do interior; o segundo, o mar. Saudades do arroz de polvo e daquela cabidela que fez Claude Troisgrois babar, literalmente, ao meu lado.
2011 merece um brinde a César Santos, firme no talento e atuação como grande embaixador de uma tradicional cozinha contemporânea pernambucana. 2011 via a consolidação de grande talentos. Parabéns a Joca Pontes, técnica precisa, grande sensibilidade para conjugar francofilia ao terroir local. Palmas para Biba Fernandes, dono de um humor só menor que seu apurado domínio dos pescados e na maneira pessoal como nos aproxima da cozinha peruana. A dedicação de Jeff Colas em buscar e manipular (bem) sempre ingredientes de grande qualidade (como seus insuperáveis mexilhões frescos das quintas-feiras) também nos faz logo entender porque o Maison do Bonfim é acolhedor como um dos grandes bistrôs franceses.
Ponto também para Francesco Carreta: seu Don Francesco, em Olinda, segue sendo o que de mais verdadeiramente italiano podemos encontrar nestas margens do Atlântico. Embora mais quieto em seus instigantes festivais, Douglas Van der Ley também marcou grande (e, claro, polêmico) momento com seu banquete de Vattel.
E não dá para fechar esta listinha (falha) sem lembrar da Barracuda: o quiosque de coco trouxe chefs para a orla, popularizou a gastronomia e fez de Boa Viagem um lugar mais feliz.
Publicado no caderno Boa Mesa do JC no dia 30/12/11
E não dá para fechar esta listinha (falha) sem lembrar da Barracuda: o quiosque de coco trouxe chefs para a orla, popularizou a gastronomia e fez de Boa Viagem um lugar mais feliz.
Publicado no caderno Boa Mesa do JC no dia 30/12/11
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